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Datos sobre la pobreza


Según el Índice de Pobreza Multidimensional (IPM), que revela que en Bihar, Chhattisgarh, Jharjand, Madhya Pradesh, Orissa, Rajastán, Uttar Pradesh y Bengala Occidental viven 421 millones de pobres, once millones más que en esas naciones africanas.


El IPM, elaborado por la Iniciativa de Oxford sobre Pobreza y Desarrollo Humano (OPHI, por sus siglas en inglés), de la Universidad de Oxford, con el apoyo del Programa de Desarrollo de Naciones Unidas (PNUD), figurará en la edición del vigésimo aniversario del Informe sobre Desarrollo Humano del PNUD.
 
MADRID, 12 Jul. (EUROPA PRESS) -


Enviado por Julio Victorio Puzzillo

También el Candombe uruguayo es Patrimonio de la Humanidad


Jorge Schellemberg es músico y difusor del candombe. Además, desde la Fundación Eduardo Mateo, impulsa la enseñanza del género como uno más dentro de la música popular uruguaya.

Consultado por Montevideo Portal sobre la importancia de la inclusión del candombe en la lista representativa de “bienes culturales inmateriales” de la Humanidad, a pedido de Uruguay, dijo que “el reconocimiento es importante para toda la comunidad afro y para el país, porque tiene que ver con nuestra identidad”.

Para Schellemberg, el candombe “es algo muy representativo de los afrodescendientes uruguayos; lo que ha pasado es que el país todo lo tomó como bandera”.

“Es un reconocimiento”, apuntó Schellemberg, “a la colectividad afro porque ellos son los dueños del candombe. Los demás tratamos de aprenderlo, de acompañarlo. Además, es importante porque en Uruguay falta mucho por abolir. De pensar que hay sólo un diputado negro en la historia del país, que vas a los shoppings y es muy difícil encontrar empleados negros…”

El candombe es un género musical y de baile surgido de la mezcla étnica y fusión de ritmos que imprimieron los negros africanos que llegaron como esclavos a las costas montevideanas, que está fuertemente enraizado en la cultura uruguaya.

Mario Silva, directivo de la organización Mundo Afro, que promueve la cultura y los derechos de los afrodescendientes en Uruguay, dijo a la AFP que recibió la noticia "con mucho agrado" y destacó que era "un reconocimiento a una cultura que le está dando identidad y relevancia a Uruguay".

"También es un reconocimiento a la cultura afrodescendiente como patrimonio y acervo del país. Esto puede generar nuevas acciones del Estado y la sociedad, no solo desde el punto de vista artístico, sino como fenómeno sociocultural, porque el candombe no solo está circunscripto a la comunidad afro, sino a toda la sociedad", indicó.

Recibido de
Montevideo Portal

Cabo Verde: um país sui generis

Cabo Verde é um país sui generis.

Um arquipélago, no Sul do Atlântico Norte, situado no cruzamento de três continentes: a África, a Europa e as Américas.
Ganhou a sua independência, após a Revolução dos Cravos, com a Guiné-Bissau e percebeu, sem dramas, pouco depois, que a ligação contranatura com a Guiné não fazia sentido, visto que o laço principal que os unia residia na vontade política de um partido único: o PAIGC, criado pelo grande Amílcar Cabral, uma vez que o regime ditatorial de Salazar e Caetano nunca quis responder, positivamente, às propostas de negociação que lhe foram feitas.
Os tempos, entretanto, mudaram. A luta pela sobrevivência independente revelou-se particularmente difícil. Mas foi ganha.
Sendo o Estado mais pobre em recursos naturais (conhecidos), à excepção do génio do seu povo mesclado, que é extraordinário, como a diáspora, tão respeitada e bem colocada, tanto na Europa como na América, que não esquece a Pátria em que nasceu, é, seguramente, de todas as ex-colónias portuguesas, a mais bem governada, a de maior estabilidade política e a mais respeitada internacionalmente, por ser um verdadeiro Estado de direito.
Cabo Verde é o quarto arquipélago da Macaronésia, a contar do Norte para o Sul, do Atlântico Norte. Ou seja: Açores, Madeira e Canárias, regiões autónomas de Portugal e Espanha, consideradas territórios periféricos europeus, com os consequentes benefícios que daí resultam.
Cabo Verde perdeu, infelizmente, a oportunidade de pertencer a esse grupo, que tem uma unidade geográfica e um valor geostratégico incontestáveis, visto que fez, no momento da independência, como não podia deixar de ser, na época, uma opção africana.
Contudo, os dirigentes políticos cabo-verdianos são gente advertida, informada, séria e de excelente formação política. Há anos que a ideia de uma maior ligação à Europa vai fazendo o seu caminho, sem desconhecer as dificuldades que hoje se levantam. Há mesmo sobre esse tema uma certa unidade política entre os partidos do espectro partidário.
Cabo Verde tem vindo a transformar-se, tornando-se num centro privilegiado de turismo, com excelentes instalações hoteleiras, uma oferta considerável, para além da amenidade do clima, mesmo no Inverno, da agradável temperatura da água do mar e da afabilidade do povo, com uma música admirável e danças e folclore de grande qualidade.
Os europeus adoram Cabo Verde.
O actual Presidente da República, comandante Pedro Pires, grande resistente ao colonialismo e um reputado político - e um negociador de primeira qualidade -, declarou, recentemente, numa entrevista à AFP, cito, que "desejava ver o seu país aproximar-se, gradualmente, da União Europeia, para encontrar novas formas de garantir o desenvolvimento e a segurança".
São palavras pesadas e reflectidas. Portugal, país irmão - parceiro na CPLP de Cabo Verde, como o Brasil, os demais países africanos lusófonos e Timor -, tem o dever de tudo fazer, na União Europeia, para que esta não deixe cair em cesto roto a vontade expressa do Presidente Pedro Pires, em nome de Cabo Verde.
Num momento em que Cabo Verde expressa igualmente a intenção de se aproximar da NATO, Tratado do Atlântico Norte, tão distante hoje dos seus objectivos iniciais, mas que, necessariamente, com a mudança política americana e a chegada de um Presidente negro à Casa Branca pode bem vir a ganhar novas virtualidades de paz e progresso no mar Atlântico, como lhe chamava Pessoa...

¿se suman?